Fórum CFM discute avanços e dilemas éticos na infectologia

TL;DR

O IV Fórum de Infectologia do CFM, realizado em 18 de setembro de 2026, reuniu especialistas para discutir avanços tecnológicos, dilemas éticos e cuidados paliativos na infectologia. O evento destacou a importância da telemedicina, inteligência artificial e comunicação ética, reforçando a necessidade de integrar tecnologia e humanização na prática médica.

Fórum CFM discute avanços, dilemas éticos e novas fronteiras da infectologia

De acordo com o Conselho Federal de Medicina (CFM), o IV Fórum de Infectologia, realizado em 18 de setembro de 2026, reuniu especialistas para debater os avanços, dilemas éticos e as novas fronteiras da infectologia no século XXI. Com o tema central “A Infectologia no Século XXI: Cuidado, Tecnologia e Prevenção como Tripé da Saúde Única”, o evento destacou o papel fundamental dos infectologistas na saúde pública e os desafios contemporâneos da especialidade.

Contexto do evento e importância da infectologia

O encontro foi aberto pelo 2º tesoureiro do CFM, Carlos Magno Pretti Dalapicola, que representou a Presidência do Conselho e ressaltou a relevância da atuação dos infectologistas, especialmente evidenciada durante a pandemia de covid-19. Segundo ele, esses profissionais foram essenciais para o combate ao vírus, salvando milhões de vidas mundialmente.

O coordenador da Câmara Técnica de Infectologia do CFM, Domingos Sávio Matos Dantas, conselheiro federal por Roraima, destacou os principais eixos do fórum, que iniciou com a mesa redonda sobre “Cuidados Paliativos na Infectologia”.

Quais foram os temas abordados no fórum?

A mesa redonda de cuidados paliativos foi presidida pelo conselheiro Francisco Eduardo Cardoso Alves e moderada pela conselheira Maíra Pereira Dantas. A primeira palestra, intitulada “Uso de Antimicrobianos no Fim de Vida”, foi apresentada pelo geriatra e paliativista Douglas Henrique Crispim, que abordou o histórico dos antibióticos e alertou para a resistência bacteriana, considerada pela Organização Mundial da Saúde uma urgência global de saúde.

Em seguida, o intensivista e paliativista Rodrigo Kappel Castilho discutiu as “Diretivas antecipadas de vontade em pacientes com doenças infecciosas crônicas”, enfatizando que as diretivas antecipadas do paciente prevalecem sobre pareceres médicos e familiares.

Encerrando essa mesa, a infectologista Juliana Mandato Ferragut tratou da “Comunicação de más notícias em infectologia”, ressaltando a necessidade de inclusão desse tema nos currículos de formação médica para aprimorar o preparo dos profissionais.

Como a tecnologia impacta a infectologia?

Na segunda mesa redonda, o foco foi a aplicação das novas tecnologias na infectologia, incluindo telemedicina, inteligência artificial e comunicação responsável nas redes sociais. O infectologista Alessandro Comaru Pasqualotto presidiu o debate, que foi moderado por Luis Enrique Bermejo Galan.

O vice-corregedor do CFM, Francisco Cardoso, apresentou a conferência “Telemedicina e sua Aplicabilidade na Infectologia”, destacando que a telemedicina amplia o alcance do infectologista e contribui para o controle de doenças como tuberculose e hepatite C, sem substituir o contato direto entre médico e paciente.

O infectologista Hugo Manuel Paz Morales abordou o uso da inteligência artificial como preditor de resistência bacteriana, ressaltando seu potencial para aprimorar diagnósticos e tratamentos.

Por fim, Graziela Schmitz Bonin, coordenadora da Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do CFM, discutiu o uso responsável das redes sociais por profissionais da saúde, enfatizando a importância de uma comunicação ética e precisa.

Quais são os próximos passos para a infectologia?

O IV Fórum de Infectologia do CFM evidenciou a necessidade de integrar avanços tecnológicos com cuidados humanizados e éticos. A discussão sobre diretivas antecipadas, uso racional de antimicrobianos e a incorporação de temas como comunicação de más notícias na formação médica indicam um caminho de evolução para a especialidade.

Além disso, a expansão da telemedicina e a inteligência artificial prometem ampliar a capacidade de atendimento e o controle de doenças infecciosas, desde que acompanhadas de regulamentação e responsabilidade ética.

Para acompanhar as novidades e aprofundar o entendimento sobre o impacto da tecnologia na medicina, recomenda-se a leitura do Tecnologia na Medicina: Avanços, Dilemas e Futuro e do 1 Fórum Saúde Digital CFM: Inovações e Desafios na Medicina Digital.

O fórum também reforçou a importância da saúde mental dos médicos, tema abordado na cartilha lançada pelo CFM e ABP, disponível para consulta no site Eu Vendo Saúde.

Assista à íntegra do IV Fórum de Infectologia do CFM para mais informações sobre os debates e palestras apresentados.

Fonte: https://portal.cfm.org.br/noticias/forum-cfm-discute-avancos-dilemas-eticos-e-novas-fronteiras-da-infectologia/

Veja mais: https://euvendosaude.com/noticias

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Perguntas frequentes

Qual foi o tema principal do IV Fórum de Infectologia do CFM?

O tema central foi "A Infectologia no Século XXI: Cuidado, Tecnologia e Prevenção como Tripé da Saúde Única".

Quem abriu o IV Fórum de Infectologia do CFM?

O 2º tesoureiro do CFM, Carlos Magno Pretti Dalapicola, representou a Presidência do Conselho na abertura do evento.

Quais tecnologias foram discutidas no fórum?

Foram abordadas telemedicina, inteligência artificial e comunicação responsável nas redes sociais.

Qual a importância das diretivas antecipadas de vontade na infectologia?

Diretivas antecipadas são documentos que expressam a vontade do paciente e prevalecem sobre pareceres médicos e familiares em casos de doenças infecciosas crônicas.